A armadilha do salário mínimo: o que o MEI precisa saber antes de se aposentar
- Janson Matos
- 16 de fev.
- 2 min de leitura

Você paga o boleto DAS todos os meses e acredita que o futuro está garantido. No entanto, existe um detalhe que muitos microempreendedores só descobrem quando chegam ao balcão do INSS: a contribuição padrão do MEI é um bilhete de ida apenas para a aposentadoria por idade e com o valor de um salário mínimo.
O sistema do MEI é desenhado para a inclusão previdenciária, mas ele é limitado. Se você planeja parar de trabalhar e manter um padrão de vida minimamente próximo ao que tem hoje, precisa entender as regras do jogo.
A regra dos 5%: o básico do básico
A guia que você paga mensalmente destina apenas 5% do salário mínimo para a previdência. Isso te dá direito à aposentadoria por idade (65 anos para homens e 62 para mulheres), desde que cumpridos os 15 anos de contribuição.
O que você não tem direito: Aposentadoria por tempo de contribuição. Se você começou a trabalhar cedo e esperava usar esse tempo para se aposentar antes da idade mínima, a contribuição comum do MEI não serve para esse cálculo.
Complementação: como sair do piso salarial
É possível pagar mais para receber mais. Através da guia GPS (Guia da Previdência Social), você pode complementar os 5% com mais 15%, totalizando 20% de contribuição sobre o salário mínimo ou até sobre o teto do INSS.
Essa estratégia é vital para quem deseja:
Somar o tempo de MEI com tempos antigos de carteira assinada (CLT).
Buscar um benefício de valor superior ao mínimo.
O risco de não planejar
Tratar o INSS como uma despesa e não como um seguro é um erro de gestão patrimonial. O MEI que sofre um acidente hoje e não está em dia com o DAS perde o acesso ao auxílio-doença. Planejar a aposentadoria é, antes de tudo, proteger sua capacidade de sustento caso sua "máquina de fazer dinheiro" (sua força de trabalho) precise parar.




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